Como perseverar na fé católica em meio às tormentas de 2023-2024
“Pedro, tu és pedra, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16,18).
Divinas palavras, cheias de significado, que pronunciamos com veneração e ternura. Não prevalecerão, quer dizer: tentarão vencer, mas não conseguirão. Mesmo quando o escândalo e a heresia parecem esmagá-la, podemos estar certos de que a Igreja de Deus permanece santa e santificadora. O eclipse não afeta em nada o sol, ainda que por alguns instantes seja essa a impressão.
Estamos atravessando uma das tormentas mais terríveis que a Esposa Mística de Cristo já sofreu em sua história. A confusão doutrinária, cujos efeitos horríveis têm sido sentidos por meio século, afeta o dogma e a moral. Heresias morais estão sendo propagadas e impostas aos fiéis.
O Caminho Sinodal Alemão, encerrado em 11 de março de 2023, talvez seja o exemplo mais típico. As propostas, aprovadas por ampla maioria dos bispos presentes, incluíram bênçãos litúrgicas para “casais” homossexuais, adaptação da Igreja à ideologia de “gênero” e “transgênero”, sacerdócio feminino, entre outros. 1
Segundo membros da ala mais esquerdista, o sínodo alemão deveria servir de modelo para a Igreja universal 2, sobretudo tendo em vista o Sínodo Mundial sobre a Sinodalidade, marcado para outubro de 2023 e 2024 no Vaticano. Os documentos preparatórios para este evento já começam a suscitar sérias objeções, pois muitas de suas proposições são diametralmente opostas à doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo e à constituição divina da Igreja.
Assim é inteiramente explicável que muitos fieis católicos se sintam acabrunhados, perplexos e tentados de desânimo, sem ter aparentemente a quem recorrer.
Este manifesto pretende ser um pequeno contributo para passarmos este período de provação resistindo fortes na fé (1Pd 5,9), de maneira que daqui a alguns anos possamos olhar para trás e dizer: foi difícil, foi até dificílimo, mas com o auxílio da Santíssima Virgem minha fé saiu ainda mais límpida e firme que antes. Sobretudo: a Igreja Una, Santa, Católica, Apostólica e Romana terá saído da crise brilhante como nunca, assim como o diamante, após a lapidação, esparge muito mais luz.
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