Articulação Brasil Revista Catolicismo e acervo
Visão da Edição Catolicismo nº 867 | página 42-43
| ENTREVISTA |

Grupo do Plinio, Catolicismo, TFP

Nosso entrevistado: Dr. Celso Vidigal

Desde a Congregação Mariana do Colégio São Luis, na capital paulista, até à fundação da TFP pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, recordações de um dos mais antigos colaboradores de nossa revista.

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Celso da Costa Carvalho Vidigal, primeiro tradutor para o português das revelações feitas pelo Sagrado Coração de Jesus e por Nossa Senhora a Santa Gertrudes (Mensagem do Amor de Deus, Revelações de Santa Gertrudes – Artpress, SP), participou do grupo de católicos que foi conhecido como “Grupo do Plinio” — como era chamado o movimento contra-revolucionário comandado por Plinio Corrêa de Oliveira (1908-1995) — assim como da fundação da TFP (Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Propriedade e Família). É empresário, engenheiro civil e administrador e, como tal, atua como assistente técnico judicial.

Nesta entrevista, Dr. Celso conta-nos algumas reminiscências de sua história, que faz parte da nossa história.

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Além de ser um dos colaboradores mais antigos de Catolicismo, o senhor faz parte do grupo que fundou a TFP, em 1960. Poderia nos contar como conheceu Dr. Plinio Corrêa de Oliveira?

Para responder a essa pergunta, preciso falar de minha vida de católico, antes de conhecer Dr. Plinio. Fiz a primeira comunhão com sete anos e comungava regularmente, nas missas dominicais. Em 1942, no Colégio São Luís, dos padres jesuítas, entrei para a Cruzada Eucarística, da qual fui secretário, em 1944. Nesse cargo fui precedido pelo saudoso Dr. Paulo Corrêa de Brito Filho, que foi diretor de Catolicismo. No ano seguinte, fui recebido como noviço na Congregação Mariana, dirigida pelo Padre Walter Mariaux S.J. No princípio, fui pouco devoto, mal frequentando as reuniões. Por isso, em vez de ter um noviciado de seis meses, só fui admitido como congregado um ano depois, em 26 de abril de 1946, dia da festa de Nossa Senhora do Bom Conselho.

O Padre Mariaux tinha grande empenho pela formação de almas e, além da já existente congregação dos alunos, criou uma congregação de universitários e intelectuais constituída, em primeiro lugar, por ex-alunos dos jesuítas. Mas, atraídos por estes, muitos outros católicos ali ingressaram. Com isso, tornou-se muito conhecido na capital paulista. Uma de suas qualidades era ser ativamente antiliberal, pelo que aborrecia muito os católicos progressistas, que já eram muitos e, em boa medida, dominavam o movimento católico, em São Paulo. Isso fez com que o arcebispo de São Paulo, Cardeal Motta, favorável aos progressistas, pedisse a seus superiores jesuítas que o removessem da cidade, o que aconteceu no fim de 1948. Por mais um ano, continuei como congregado mariano no colégio São Luís junto com Sérgio Antônio Brotero Lefèvre — um de meus maiores amigos.

Em princípio de 1950, prestei vestibular na Escola Politécnica e fui admitido ao curso de Engenharia Civil. Terminado o exame, fui descansar no Rio de Janeiro, em casa de primos. No dia seguinte à minha volta a São Paulo, ainda estava dormindo quando meu primo Plinio Xavier da Silveira e Sérgio Lefèvre, então jovens estudantes, me acordaram e me convidaram para entrar para o Grupo do Dr. Plinio. Contaram-me que, havia um ano, faziam parte deste e faziam reuniões semanais na Rua Martim

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