Articulação Brasil Revista Catolicismo e acervo
Visão da Edição Catolicismo nº 864 | página 32-33
| MATÉRIA DE CAPA | (continuação)

suicídio. Outra consistia em lutar contra ele. Foi a de Catão, que, depois da derrota de Tarsus, esmagado pela borra do império, pôs fim à vida exclamando: “Virtude, não és senão uma palavra”. O desespero era, pois, o termo final de todos os caminhos.

Jesus Cristo nos veio mostrar que a graça abre para nós as veredas da virtude, que torna possível na Terra a verdadeira alegria que não nasce dos excessos e das desordens do pecado, mas do equilíbrio, dos rigores, da bem-aventurança, da ascese. O Natal nos faz sentir a alegria de uma virtude que se tornou praticável, e que é na Terra um antegozo da bem-aventurança do Céu.

Com o Natal começa a derrota do pecado e da morte

Não há Natal sem Anjos. Sentimo-nos unidos a eles, e participantes daquela alegria eterna que os inunda. Nossos cânticos procuram neste dia imitar os seus.

Vemos o Céu aberto diante de nós, e a graça elevando-nos desde já a uma ordem sobrenatural em que as alegrias transcendem a tudo quanto pode o coração humano excogitar. É que sabemos que com o Natal começa a derrota do pecado e da morte. Sabemos que ele é o início de um caminho que nos levará à Ressurreição e ao Céu. Cantamos no Natal a alegria da inocência redimida, a alegria da ressurreição da carne, a alegria das alegrias que é a eterna contemplação de Deus.

E por isto é que, quando os sinos anunciarem à Cristandade dentro de alguns dias o Santo Natal, haverá mais uma vez a alegria santa sobre a Terra.

Tradicional Missa do Galo


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