Entretanto, a nota comunista está miseravelmente presente.
Pede a ordem natural das coisas, que todos os valores particularmente ricos em graça e delicadeza estejam a serviço da mulher. Pois eles constituem o ambiente próprio à sua fragilidade, o meio adequado para que na alma feminina se expandam as mais nobres qualidades de esposa, mãe e de filha.
E por isto mesmo nada nos é mais desagradável do que ver uma mulher incumbida de serviços cuja rudeza é incompatível com a sua delicada natureza: carregadora de fardos, mecânica, “soldada”...
Ora, é precisamente assim que essas cidadãs soviéticas figuram na foto. Cinco varredoras de rua, expostas a todos os inconvenientes morais de seu duro mister, removem da praça a neve. Calçadas com botas masculinas, empunhando vassourões, ei-las que no bom e mau tempo percorrem as ruas no exercício de uma profissão que até para os homens é pesada.
Em última análise, cinco escravas do Estado soviético, brutalmente tratadas, filhas infelizes de uma ordem de coisas da qual a graça, a delicadeza, a suavidade são banidas como valores decrépitos, inautênticos, próprios apenas de corruptos burgueses.
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Símbolos de duas épocas, das quais uma foi ferozmente extinta para dar origem a outra, “sinceramente amiga da massa”. Terrível forma de “amizade” que reduz o povo a uma tal condição, que até a delicadeza de coração da esposa ou da mãe lhe é tanto quanto possível recusada, sob a pressão de um regime sem entranhas!