Chile
O país onde essa luta ocorreu com maior intensidade e violência foi o Chile. Uma minoria de esquerda, muito bem articulada e com objetivos verdadeiramente revolucionários e criminosos, tomou conta do país sem encontrar reações de peso. Como se desenvolveu essa luta entre esperança e desesperança ao longo do ano que acabou? Através da instalação de uma Convenção Constituinte, composta em sua maioria por representantes da esquerda, com o objetivo de “refundar” o país.
Essa radicalização custou caro à esquerda. No primeiro turno das recentes recentes eleições presidenciais e legislativas, os candidatos do centro-direita aumentaram significativamente seu voto, e conseguiram eleger metade do Senado. Por sua vez, o candidato mais de direita, José Antonio Kast, conquistou a primeira maioria no primeiro turno.
Entretanto, a esquerda, reagindo unida para conseguir obter êxito no segundo turno, elegeu por ampla maioria o candidato Gabriel Boric, assim colocando o Chile na lista das nações “bolivarianas” de nosso Continente.
Peru
Outro país cujos destinos oscilaram entre esperança e frustração foi o Peru. Uma nação profundamente católica, mas com uma população rural que se sente deixada de lado em relação à urbana, elegeu um candidato de esquerda que é uma verdadeira incógnita em constante evolução.
Dele se sabe apenas que usa um grande e vistoso chapéu de rancho, mas pouco se sabe de sua posição, apesar de seus numerosos laços com a extrema- esquerda. Assim, após cinco meses reconhecendo seu triunfo e instalado no palácio presidencial, ele ainda não consegue iniciar adequadamente uma administração que mereça tal nome.
Essas dificuldades que Castillo vem encontrando no Peru são um sinal de que, embora os presidentes alinhados com essa ideologia marxista conquistem o poder político, não recebem a influência ou a confiança da maioria de suas respectivas populações.
Argentina
Outro exemplo das reações encontradas nas tentativas de socializar o continente é o que aconteceu na Argentina.
O governo peronista foi severamente derrotado nas últimas eleições legislativas, em novembro passado. Segundo o jornalista Ernesto Tenembaum, as eleições foram o “pior resultado do peronismo desde que Perón o fundou”.
O descontentamento da ala mais à esquerda do governo Fernández ficou evidente com a ausência da vice-presidente aos atos organizados pelo governo.
Indicativo das reações saudáveis da opinião pública é o fato de que, tendo a seu favor todo o poder político, o controle do judiciário e boa representatividade no legislativo, o governo da dupla Fernández tem sido tão severamente punido pelo eleitorado. Muitos analistas acreditam que esta última derrota pode ser o prelúdio de ter que deixar o poder nas próximas eleições presidenciais em 2023.
Colômbia
Nesta nação católica, atormentada pelas guerrilhas marxistas das FARC e do ELN, a luta entre esperança e desesperança surgiu de forma particularmente grave. No mês de maio deste ano, de forma totalmente coordenada e seguindo o mesmo padrão de agitação violenta e destrutiva realizado no Chile, as forças subversivas daquela nação invadiram as principais cidades do país, Bogotá, Cali e Medellín.
Alternando entre “manifestações pacíficas” e violentas, os organizadores tentaram desacreditar as forças policiais a fim de anular a capacidade defensiva da ordem pública e destruir o Estado de Direito.
No entanto, a reação dos colombianos foi significativamente maior do que a chilena. De modo espontâneo, grupos de civis foram organizados para apoiar as forças policiais, que acabaram por impedir a prorrogação dos atos criminosos, dissolvendo as manifestações carentes de apoio popular.
Em maio do ano que vem, a Colômbia deverá ir às urnas para eleger um novo presidente. O resultado dessas eleições poderá ou não garantir a permanência dessas reações saudáveis na nação colombiana.
Equador
A pequena nação do Equador, chamada por Plinio Corrêa de Oliveira de “relicário da América” devido à sua profunda catolicidade, deu um novo exemplo de sadia reação diante das tentativas de arrastá-la para o socialismo de Rafael Correa, elegendo um candidato católico, Guillermo Lasso, nas eleições de 24 de maio.
O Equador tem sido a nação mais atingida pelas tentativas de arrancar a Fé Católica e substituí-la por