uma “cultura” indigenista e pagã. A atual Constituição, aprovada no governo de Correa, é talvez a mais avançada na ideologia da “plurinacionalidade” indígena e das “autonomias territoriais”.
No entanto, após sua ascensão à Presidência, Guillermo Lasso não teve dificuldade em participar, juntamente com todos os seus ministros, na renovação da Consagração do Equador ao Sagrado Coração de Jesus, quase um século e meio depois que o grande estadista católico Gabriel García Moreno a decretou, por resolução oficial, em 25 de março de 1874.
A renovação da consagração do país ao Sagrado Coração não é um mero fato político. Ela representa um vínculo sobrenatural entre o Filho de Deus e um povo do conjunto de nações nascidas da Fé no “Continente da Esperança”.
Conclusão: vigilância e oração
Se tivéssemos que resumir este ano em duas palavras, diríamos que foi um ano de combate e esperança. Luta entre as forças anticristãs — que sob o nome do socialismo secular, da “plurinacionalidade tribalista” e da teologia da libertação ou da teologia do povo tentam arrastar nosso continente como um todo para as utopias mais igualitárias e libertárias do processo revolucionário — e as forças conservadoras, que pareciam adormecidas, mas que reagem com mais energia do que o esperado na medida em que as forças revolucionárias progridem. O resultado desse confronto entre a esperança nascida da fé e a desesperança fruto do socialismo dependerá o futuro cristão da América hispânica.
Peçamos a Nossa Senhora de Guadalupe que proteja seus filhos neste proelium magnum e lhes confira a vitória final, para que neste continente de “esperança” se realize o Reino de seu Coração Imaculado prometido em Fátima.
Retrospectiva do Brasil
Frederico Viotti
"Tem que fechar essa ‘imundice’ desses comunistas! Não quero usar banheiro homem com mulher, que todo o mundo use o mesmo banheiro, de jeito nenhum. Sou contra isso. Não aceito.”1 Com essas palavras, uma senhora saiu de um restaurante fast-food em Bauru, indignada por ver a promoção de uma das bandeiras igualitárias comunistas em uma rede capitalista.
Alguns dias antes, um importante jogador de vôlei havia perdido o emprego por ter, segundo a grande imprensa, publicado “comentários homofóbicos” em suas redes sociais. Tratava-se de Maurício Souza, jogador do Minas Tênis Clube e da seleção brasileira de vôlei (foto), que não havia gostado da decisão da editora “DC Comics” de transformar o Super-Homem (um de seus personagens de desenho animado) em “bissexual”.
Quais foram os comentários que custaram sua carreira? Disse ele: “Hoje em dia o certo é errado, e o errado é certo... Não se depender de mim. Se tem que escolher um lado, eu fico do lado que eu acho certo! Fico com minhas crenças, valores e ideias. ‘Ah, é só um desenho, não é nada demais’. Vai nessa que vai ver onde vamos parar”.
Para o “Brasil de superfície” — esse País que Plinio Corrêa de Oliveira chamava do País da grande imprensa, cosmopolitizado, distante do Brasil real em que a grande maioria das pessoas vive — os comentários de Maurício Souza não poderiam ser tolerados...
Nunca se falou tanto de “tolerância”, de “não discriminação”. Entretanto, para com o Brasil profundo, conservador, ou para qualquer pessoa que ouse defender a família como Deus a constituiu, não há tolerância, mas sim discriminação.
Apenas mais uma das inúmeras contradições desse Brasil de superfície, minoritário, mas que se tenta impor sobre o Brasil profundo, da grande maioria. A consequência? De 250 mil seguidores na Rede Social onde havia feito o comentário considerado “homofóbico”, Maurício Souza está hoje com 2,7 milhões2...
Na história desta Terra de Santa Cruz, a perseguição ao pensamento conservador nunca foi tão explícita e, ao mesmo tempo, tão contraditória. Tolera-se tudo, menos a defesa da Moral Católica.