Por causa de sua audácia na defesa das santas imagens, Teodoro foi, por várias vezes entre os anos 815 e 821, preso e tratado com grande crueldade, açoitado, e exilado em diversos lugares da Ásia Menor, e seu mosteiro entregue aos monges iconoclastas. Mesmo no exílio, o santo continuou sendo o ponto central da oposição ao cesaropapismo e à iconoclastia.
Mas o santo não ficou inativo. Como da outra vez, ele exerceu ampla influência durante o primeiro ano de seu exílio por meio de uma campanha massiva de envio de cartas. Por causa disso, em 816 foi transferido para Boneta, fortaleza no extremo anatólico mais remoto, para ficar inteiramente isolado. Entretanto, lá ele conseguia um jeito de manter-se a par dos acontecimentos na capital mediante uma correspondência regular. Por causa disso, uma ordem imperial ordenava que Teodoro fosse duramente chicoteado. Mas seus carcereiros se recusaram a cumprir essa ordem infame.
O santo escreveu duas cartas ao Papa Pascoal I, que foram co-assinadas por vários abades anti-iconoclastas, solicitando que fosse convocado um Sínodo para defender o culto das imagens, e escreveu também cartas aos Patriarcas de Alexandria e Jerusalém, entre outros, nesse sentido. Como resultado, o Imperador ordenou outra vez que Teodoro fosse açoitado, ordem desta vez executada com tanto rigor, que o santo adoeceu gravemente. Após sua recuperação, o santo foi transferido para Smyrna.
Volta definitiva do exílio e morte
No início de 821, Leão V foi vítima de terrível assassinato no altar da igreja de Santo Estevão, no palácio imperial, e um novo Imperador, Miguel II (810-9), permitiu o retorno dos exilados, não anulando, entretanto, as leis de seu predecessor.
Assim, Teodoro pôde retornar a Constantinopla, mas não ao seu mosteiro. Ele se estabeleceu então com seus monges do outro lado do Bósforo, em Prinkipo, onde morreu provavelmente no mosteiro de Hagios Tryphon, no Cabo Akritas, na Bitínia, no dia 11 de novembro de 826, enquanto celebrava Missa.
Dezoito anos depois seus restos mortais, bem como os de seu irmão José, foram transferidos para o mosteiro de Studios, onde foram enterrados ao lado dos de seu tio, São Platão.
Saltério Chludov (séc. IX), período bizantino. Página do manuscrito mostrando ataques iconoclastas a imagens. Moscou, Museu Histórico do Estado.
Livro
"Legenda Épica e Curiosidades na História do Brasil"
Carlos Eduardo Sodré Lanna e Nelson Ramos Barretto, jornalistas e colaboradores da revista de cultura Catolicismo, lançam este livro inspirados no ilustre pensador e homem de ação Prof. Plinio Corrêa de Oliveira (1908-1995), que com suas profundas aulas, conferências e obras lhes descortinou o magnífico panorama da Teologia e da Filosofia da História, ensinando-lhes a conhecer e amar a Deus nos acontecimentos humanos. Igualmente estimulou-os a pesquisar e escrever artigos para Catolicismo, orientando-os e, muitas vezes, sugerindo textos e pensamentos aproveitados ao longo destas páginas.
O objetivo a que os autores se propõem é deixar patente o contraste entre o Brasil dos planos da Providência e o Brasil decadente e ferido pela grave crise moral e religiosa de nossos dias, do qual ressurgirá o Brasil católico, cheio de Fé e grandeza, sobre o qual reina Nossa Senhora Aparecida.
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