| ENTREVISTA |
Nosso entrevistado: Alexander Tschugguel
“Minha conversão ocorreu em 2009, quando tinha 15 para 16 anos. Pensei muito sobre o Cristianismo, e pude perceber que a igreja protestante não respondia às minhas perguntas”.
É importante uma luta de viseira erguida e em campo aberto, em defesa dos Mandamentos Divinos e da Santa Igreja; sair às ruas para testemunhar a fé, proclamar as ideias e posições autenticamente católicas.
Um dos fatos mais relevantes de 2019 foi o Sínodo Pan-Amazônico, que entre seus muitos desatinos praticou rituais idolátricos à pachamama em algumas igrejas romanas, inclusive nos jardins do Vaticano. No contexto daquela assembleia de bispos, inesquecível foi o corajoso gesto de um católico austríaco de 26 anos, sobre o qual a mídia mundial se viu obrigada a voltar seus holofotes. A notoriedade do jovem católico Alexander Tschugguel provém sobretudo de ter ele retirado os ídolos pachamama da igreja Santa Maria em Traspontina, jogando-os em seguida no rio Tibre (vide nossas edições de dezembro/2019 e janeiro/2020). Através desse destemido ato de amor de Deus, ele fez em nome de todos os católicos uma reparação a Nosso Senhor Jesus Cristo e à Sua Mãe Santíssima, ultrajados pelos sacrílegos cultos à “deusa” pagã em lugares sagrados, que haviam sido conspurcados e profanados.
O colaborador de Catolicismo nos Estados Unidos, James Bascom (diretor adjunto do escritório da TFP em Washington), obteve para nossa revista esta entrevista exclusiva. Entre os diversos comentários interessantes de Tschugguel, figura o relato de sua conversão do luteranismo para o Catolicismo aos 15 anos. Nesta entrevista ele relata também alguns detalhes dos fatos que o levaram a praticar em Roma aquele ato digno de ser imitado.
Originário do Tirol do Sul, a família de Alexander Tschugguel vive em Viena desde o início do século XX. Recentemente fundou na capital austríaca o Instituto São Bonifácio, uma organização que luta pela cultura católica. É conhecido também por participar da organização da Marcha pela Família na Alemanha, e da Marcha pela Vida na Áustria.
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O senhor é convertido à fé católica. Poderia nos dizer o que o levou à conversão?
Minha conversão ocorreu em 2009, quando tinha 15 para 16 anos. Pensei muito sobre o Cristianismo, e pude perceber que a igreja protestante não respondia às minhas perguntas. Certa vez, o professor de religião protestante nos mostrou um pedaço de papel impresso por uma igreja católica local, no qual se explicava a possibilidade de receber indulgências no Dia de Finados. E depois nos disse: “Vejam! A Igreja Católica está vendendo indulgências como nos tempos de Martinho Lutero!”.
Eu não gostava desse professor, por ele ser esquerdista, e comecei a estudar mais sobre a religião católica. Nessa ocasião eu já estava interessado em conhecer a Igreja. Depois de conversar com uma colega de classe que é católica, e com outros amigos, todos me disseram que, se eu quisesse aprofundar-me sobre a Fé Católica, precisaria conhecer um sacerdote.
Liguei então para a igreja católica local e me encontrei com o padre. Eu tinha muitas perguntas sobre o papado e os diferentes aspectos da religião católica. Ele respondeu muito bem a todas as minhas perguntas. Eu não conhecia isso na igreja protestante, e fiquei realmente feliz, pois na Igreja Católica podemos encontrar respostas para as nossas dúvidas e perguntas. Este foi o primeiro passo.
O sacerdote me deu um livro sobre a fé católica, bastante bom, escrito por um austríaco. Li o livro, tudo pareceu muito lógico, e então decidi me converter. Ao falar com os meus pais, de início eles ficaram um tanto aborrecidos, mas acabaram por me dizer que, se de fato era o que eu desejava, eles me apoiariam. Realmente me apoiaram, o que me deixou muito feliz. Minha conversão se deu no dia 15 de junho de 2009, uma semana antes do meu décimo sexto aniversário.
E sua família, terminou também por se converter?
Sim. Meus irmãos e meus pais são agora católicos, pois todos se converteram nos últimos 10 anos.
“Meu amigo conhecia a TFP e os livros do Prof. Plinio, e me disse que eu deveria lê-los. Comecei a estudá-los quando tinha 16 anos. Isso mudou completamente toda a minha visão de mundo”
Consta-nos que o livro “Revolução e Contra-Revolução”, do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, teve papel importante em sua vida.
Ele desempenhou um papel mais tarde. Eu me converti em uma paróquia onde a Missa era celebrada de modo tradicional, mas no rito novo, posterior ao Concílio Vaticano II. Com a minha conversão, finalmente entendi que isso não bastava; pois a visão católica do mundo é tão integral e fantástica, que comecei a entender muitas outras coisas acontecendo no mundo.
Fui a uma maravilhosa conferência organizada por um amigo meu, e nessa conferência aprendi muitas coisas sobre a teoria católica do Estado, Filosofia, História, e assim por diante, e fiquei realmente impressionado. A essa altura, conheci alguém que agora é um dos meus amigos mais próximos. Ele conhecia a TFP e os livros do Prof. Plinio, e me disse que eu deveria lê-los. Comecei a estudá-los quando ainda tinha 16 anos. Isso mudou completamente toda a minha visão de mundo, deu uma estrutura à minha visão. Fiquei muito feliz com o livro Revolução e Contra-Revolução. Eu o li uma vez em alemão e outra em inglês. A edição alemã é boa, a inglesa é maravilhosa, realmente fantástica. Fiquei muito feliz