Articulação Brasil Revista Catolicismo e acervo
Visão da Edição Catolicismo nº 793 | página 16-17

(continuação da página anterior)

tuídos por Nosso Senhor Jesus Cristo para a salvação da humanidade, embora nem todos sejam necessários para todos.

São eles: Batismo, Confirmação, Eucaristia, Penitência, Extrema-Unção, Ordem e Matrimônio, os quais conferem a graça;

Dentre eles, Batismo, Confirmação e Ordem não podem ser repetidos sem cometer sacrilégio.

Da mesma forma, aceito e admito os ritos da Igreja Católica, recebidos e aprovados para a administração solene de todos os supracitados sacramentos.

Abraço e recebo tudo o que foi definido e declarado no Concílio Tridentino sobre o pecado original e a justificação.

Confesso, outrossim, que na Missa se oferece a Deus um sacrifício verdadeiro, próprio e propiciatório pelos vivos e defuntos, e que no santo sacramento da Eucaristia estão verdadeira, real e substancialmente o Corpo e o Sangue, com a alma e a divindade, de Nosso Senhor Jesus Cristo, operando-se a conversão de toda a substância do pão no corpo e de toda a substância do vinho no sangue; conversão esta chamada pela Igreja de transubstanciação.

Confesso também que sob uma só espécie se recebe o Cristo todo inteiro e como verdadeiro sacramento.

Sustento sempre que há um Purgatório, e que as almas ali retidas podem ser socorridas pelos sufrágios dos fiéis; que os Santos, que reinam com Cristo, também devem ser invocados; que eles oferecem suas orações por nós, e que suas relíquias devem ser veneradas.

Firmemente declaro que se devem ter e conservar as imagens de Cristo, da sempre Virgem Mãe de Deus, como também as dos outros Santos, e a eles se devem honra e veneração.

Sustento que o poder de conceder indulgências foi deixado por Cristo à Igreja, e que o seu uso é muito salutar para os fiéis cristãos.

Reconheço a Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana, como Mestra e Mãe de todas as Igrejas.

Prometo e Juro prestar verdadeira obediência ao Romano Pontífice, Sucessor de São Pedro, Príncipe dos Apóstolos e Vigário de Jesus Cristo.

Da mesma forma, aceito e confesso indubitavelmente tudo o mais que foi determinado, definido e declarado pelos sagrados cânones, pelos Concílios Ecumênicos, especialmente pelo santo Concílio Tridentino [e pelo Concílio ecumênico Vaticano I e especialmente quanto ao primado e ao magistério infalível do romano Pontífice].

Condeno ao mesmo tempo, rejeito e anatematizo as doutrinas contrárias e todas as heresias condenadas, rejeitadas e anatematizadas pela Igreja.

Eu mesmo, [nome], prometo e juro, com o auxílio de Deus, conservar e professar, íntegra e imaculadamente, até o fim de minha vida, esta verdadeira fé católica, fora da qual não pode haver salvação, e que agora livremente professo.

E, no que depender de mim, cuidarei que seja mantida, ensinada e pregada a meus súditos ou àqueles cujo cuidado por ofício me foi confiado.

Que para isto me ajudem Deus e estes santos Evangelhos!

Amém.


ENTREVISTA

Governo do presidente Santos tenta ignorar o resultado do referendo

Apesar de a maioria do povo colombiano ter rejeitado o “Acordo de Paz” com as FARC, o presidente Santos insiste em colocá-lo em vigor, cindindo assim a população, que não aceita as exigências marxistas e anticristãs das FARC. Sob o pretexto de “paz”, a narcoguerrilha comunista visa alcançar o Poder.

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, foi agraciado imerecidamente no último mês de dezembro em Oslo com o Prêmio Nobel da Paz, mesmo após seu acordo final com as FARC ter sido recusado pelos colombianos em plebiscito realizado no dia 2 de outubro de 2016. As numerosas concessões do primeiro mandatário à guerrilha, somadas a seu menoscabo pela consulta popular, indicam um caminhar perigoso rumo ao totalitarismo de Estado vigente nas ditaduras de Cuba, Nicarágua e Venezuela.

Catolicismo entrevistou o Sr. Luis Fernando Escobar, diretor do Centro Cultural Cruzada, entidade cívica de inspiração católica sediada na cidade colombiana de Medellín, que se manifestou amplamente contra tais acordos, considerados por ela uma capitulação da Colômbia diante das FARC (Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia).

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“As negociações do governo com as FARC, de seis anos de duração, constituíram um grande engodo. A opinião pública foi psicologicamente manipulada pelo uso abusivo da palavra paz”

Catolicismo — Muito se falou no Brasil sobre esperanças de paz na Colômbia, após mais de meio século de violentas ataques empreendidos pelas FARC. Essas esperanças são de fato reais?

Luis Fernando Escobar — Alegro-me enormemente

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