Articulação Brasil Revista Catolicismo e acervo
Visão da Edição Catolicismo nº 785 | página 28-29
| MATÉRIA DE CAPA | (continuação)

Há 63 anos, em maio de 1953, o Professor Plinio Corrêa de Oliveira escrevia nestas páginas as palavras que seguem:

“O Império Romano do Ocidente se encerrou com um cataclismo iluminado e analisado pelo gênio de um grande Doutor, que foi Santo Agostinho. O ocaso da Idade Média foi previsto por um grande profeta, São Vicente Ferrer. A Revolução Francesa, que marca o fim dos Tempos Modernos, foi prevista por outro grande profeta, e ao mesmo tempo grande Doutor, São Luís Maria Grignion de Montfort. Os Tempos Contemporâneos, que parecem na iminência de se encerrar com nova crise, têm um privilégio maior. Veio Nossa Senhora falar aos homens.

Santo Agostinho não pôde senão explicar para a posteridade as causas da tragédia que presenciava. São Vicente Ferrer e São Luís Grignion de Montfort procuraram em vão desviar a tormenta: os homens não os quiseram ouvir. Nossa Senhora a um tempo explica os motivos da crise e indica o seu remédio, profetizando a catástrofe caso os homens não a ouçam.

De todo ponto de vista, pela natureza do conteúdo como pela dignidade de quem as fez, as revelações de Fátima sobrepujam pois tudo quanto a Providência tem dito aos homens na iminência das grandes borrascas da História.

Os diversos pontos das revelações relativos a este tema constituem propriamente o elemento essencial das mensagens. O mais, por importante que seja, constitui mero complemento.”

Era, portanto, mais do que oportuno retomar o tema no momento em que o mundo católico se prepara para celebrar o centenário das aparições ocorridas na localidade portuguesa de Fátima, de maio a outubro de 1917. Para isso, Catolicismo pediu a um de seus colaboradores que elaborasse uma atualização da importante matéria. Este apresentou então um artigo que escreveu para a revista “Radici Cristiane”, editada em Roma, a qual lhe fizera semelhante pedido. É o que temos a alegria de oferecer na presente edição.

Ademais, em 1916 ocorreram as três aparições do Anjo da Paz, ou Anjo de Portugal, que prepararam as privilegiadas crianças para as visões de Nossa Senhora, no ano seguinte. Entendemos que uma nova leitura dessas aparições também prepararia nossos leitores para uma comemoração condigna do centenário das aparições de Nossa Senhora no ano vindouro.

Eis por que elas aparecem em continuação ao presente artigo, extraídas do livro Fátima, Mensagem de tragédia ou de esperança, do nosso mesmo colaborador.

A Direção de Catolicismo

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