2015
Ano de grandes desafios, mas também de conquistas para a Contra-Revolução
Frederico R. de Abranches Viotti e Daniel Félix de Souza Martins
Assim como a crise do mundo moderno tem sua origem em uma única crise chamada Revolução,1 assim também os contra-revolucionários que a combatem devem manter entre si aquela união que Nosso Senhor pediu a seus discípulos: “Nisto conhecerão todos que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo 13,35).
Atuando de forma coordenada em quase 30 países, dezenas de associações nascidas sob a inspiração e a liderança de Plinio Corrêa de Oliveira, realizaram em 2015 numerosas atividades em defesa da civilização cristã.
Sobre elas haveria muito a relatar, mas a exiguidade de espaço não nos permite. Trataremos principalmente das iniciativas do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira. Aos que desejarem se aprofundar, aconselhamos a leitura das matérias publicadas por Catolicismo nas edições de julho e outubro/2015.
Impossível não destacar, entre as atividades de 2015, as cerimônias havidas em São Paulo nos dias 2, 3, 4 e 5 de outubro, por ocasião dos 20 anos de falecimento do Prof. Plinio (vide Catolicismo, novembro/2015), as quais contaram com a grata presença do bispo Dom Athanasius Schneider, de sacerdotes e lideranças de diversas entidades de vários países, irmanadas no mesmo ideal contra-revolucionário.
Nessa oportunidade, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira lançou o livro A minha vida pública, uma compilação com cerca de 800 páginas contendo relatos autobiográficos inéditos de seu inspirador.
Campanha “Filial Súplica”
A campanha internacional denominada “Filial Súplica” foi participada por uma coligação de 62 associações. Sua fase inicial consistiu numa coleta de assinaturas pedindo ao Papa Francisco clareza doutrinária no Sínodo sobre a Família a realizar-se em Roma no mês de outubro.
Em pouco mais de 10 meses foram obtidas 888.137 assinaturas, provenientes de 178 países, incluindo as de oito cardeais, 48 arcebispos e 155 bispos, além de 215 personalidades de renome.
Durante a campanha foi elaborado um opúsculo com 100 perguntas e respostas a respeito da temática do Sínodo. De autoria de três Bispos, com tiragem de 102 mil exemplares, ele foi traduzido em oito idiomas e enviado a todos os prelados do mundo (de aproximadamente 190 países). A “Filial Súplica” foi entregue na Secretaria de Estado do Vaticano, mas até hoje não recebeu resposta.
No site do Instituto* é possível fazer o download gratuito do referido opúsculo.
Palestras no Clube Homs
Entre as muitas atividades do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, destacamos as já tradicionais palestras no Clube Homs, na capital paulista. Atraiu a atenção do público de modo muito especial, a conferência sobre a Ideologia de Gênero, no dia 6 de agosto. Expuseram o tema com a clareza, a segurança e a vivacidade próprias de especialistas, a Profª. Fernanda Takitani e a Dra. Isabella Mantovani de Oliveira.
Ideologia de Gênero
O ano de 2015 assistiu à maior pressão nacional e internacional já vista para a imposição da agenda homossexual, com destaque para a chamada Ideologia de Gênero. Os ativistas desse movimento internacional tentaram o possível e o impossível para tornar compulsória a chamada “desconstrução”, na cabeça das crianças, dos papéis próprios aos dois sexos, procurando inculcar que cada pessoa deve “escolher” seu sexo, entre masculino, feminino, transsexual, homossexual, ou ainda outros.
Em 2014, o Plano Nacional de Educação tinha sido aprovado e, graças ao esforço de organizações pró-família, entre os quais o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, a Ideologia de Gênero foi retirada da pauta. Furiosos, os ativistas pró-gênero — em escusa manobra em conluio com instâncias governamentais — conseguiram que sua nefanda ideologia fosse novamente colocada em todos os projetos de planos municipais e estaduais de educação a serem votados nos municípios e estados brasileiros!
O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira mobilizou-se em todo o território nacional por meio de uma vasta rede de amigos e simpatizantes. E juntamente com beneméritas associações pró-família, conseguiu um resultado excepcional: 90% dos mais de 1300 municípios em que o tema já foi votado rejeitaram a Ideologia de Gênero.
Não contentes, os ativistas de esquerda tentaram incluir a malfadada ideologia também na pauta dos Planos Estaduais de Educação. O Instituto esteve profundamente ativo no caso. No Paraná, por exemplo, essa ideologia já foi rejeitada.
Em São Paulo, a batalha continua, e por
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