Articulação Brasil Revista Catolicismo e acervo
Visão da Edição Catolicismo nº 899 | página 21
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Outra comparação linda é voltada para “os lírios do campo; não trabalham nem fiam. Entretanto, eu vos digo que o próprio Salomão no auge de sua glória não se vestiu como um deles. Se Deus veste assim a erva dos campos, que hoje cresce e amanhã será lançada ao fogo, quanto mais a vós, homens de pouca fé?” (Mt 6, 28-30). Aplicam-se aqui as mesmas considerações anteriores. Nosso Senhor conheceu os lírios do campo, analisou-os, amou a perfeição refletida por eles, e tirou daí uma aplicação para o homem.

“Olhai os lírios do campo; não trabalham nem fiam. Entretanto, eu vos digo que o próprio Salomão no auge de sua glória não se vestiu como um deles. Se Deus veste assim a erva dos campos, que hoje cresce e amanhã será lançada ao fogo, quanto mais a vós, homens de pouca fé?” (Mt 6, 28-30).

Se o lírio do campo, que não tece nem fia, tem essa beleza dada por Deus, indizivelmente maior será a beleza da alma humana, a beleza das perfeições de Nossa Senhora, de Nosso Senhor! E porque é mais bela? Simplesmente por provir de uma esfera superior.

Há aqui um princípio da Criação que apenas enunciamos: as esferas inferiores existem porque Deus criou as superiores. Assim como os seres brutos e irracionais existem para o homem — “sujeitai-a, e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves do céu, e sobre todos os animais, que se movem sobre a terra” (Gen. 1, 28) —, assim também os homens existem em razão de uma realidade superior que são os Anjos. E os Anjos existem porque temos no ápice da Criação a Deus Nosso Senhor.

Por essa sucessão de degraus ascendentes chegamos à beleza incriada de Deus. O homem, fazendo livre uso de sua inteligência e de sua vontade, é capaz de restaurar o bosque Maripose Grove e tornar as imponentes sequoias acessíveis aos visitantes do mundo inteiro.

Servindo-nos da Quarta Via, procuramos no homem — de uma natureza superior aos irracionais, porque dotado de alma espiritual — as mesmas qualidades de beleza, elegância e proporção. Que homens? Um deles foi certamente Salomão.

Se daí subirmos para a consideração dessas qualidades enquanto presentes no Homem-Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo — ápice do gênero humano, ligado hipostaticamente à Segunda Pessoa da Santíssima Trindade —, teremos demonstrado quão estritos são os limites do tipo de ecologia defendida radicalmente pelos mentores da COP30. Nesta vão enfocar a “mãe terra”, como fazem ONGs e ambientalistas contrários à soberania brasileira sobre a região amazônica, e todos aqueles que estão comprometidos com a “Teologia da Libertação” tribalista e não com as grandiosas perspectivas a que as passagens do Evangelho, acima citadas, nos remetem.