Partindo para a ofensiva
Formando alianças e redes internacionais
Concluiu ele que a melhor maneira de lutar contra essa intimidação era adotar uma estratégia contrária. Para silenciar esses meninos revolucionários, resolveu afirmar-se de maneira franca e destemida como alguém muito católico, muito casto e muito monarquista.4
Quando ele e aqueles que se reuniram ao seu redor fizeram isso, intimidaram e silenciaram os revolucionários. Essa afirmação de modo algum pôs fim à guerra, mas conseguiu estabelecer o que ele chamou de “uma trégua armada” com o inimigo pela qual eles o respeitavam e se abstinham de provocá-lo.
Isso também lhe rendeu a simpatia daqueles ao seu redor que se sentiram encorajados por sua ação, mesmo que não concordassem em tudo com ele. Essa ação mudou o ambiente político de todo o colégio.
Assim, ele encontrou aliados por ter ideias contra-revolucionárias fundamentadas e apresentá-las com veemência em público. Ele voltaria sempre a essa fórmula ao longo de sua vida.
Essa fórmula foi além de estabelecer contatos pessoais. Dr. Plinio usou esse método para formar as TFPs que, por sua vez, formariam alianças, coalizões e redes com outras organizações.
No livro Moral Majorities Across the Americas: Brazil, the United States, and the Creation of the Religious Right (Maiorias Morais nas Américas: Brasil, Estados Unidos e a Criação da Direita Religiosa), publicado em 2021, o Prof. Benjamin Cowan documenta o impressionante trabalho de Dr. Plinio e seu papel inicial na formação de uma rede internacional de organizações e associações que influenciaram fortemente o debate conservador em todo o mundo.5
Em sua análise, o professor (esquerdista) de história da Universidade da Califórnia, em San Diego, observa que Dr. Plinio tinha ideias muito convincentes que atraíam as pessoas para sua causa. No entanto, ele não guardava essas ideias para si mesmo; em vez disso, ele as propagava por toda parte. Ao atingir pes-