Articulação Brasil Revista Catolicismo e acervo
Visão da Edição Catolicismo nº 898 | página 30
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encontrados em qualquer guerra. Para sermos eficazes e prevalecer no combate, precisamos encontrar aliados, identificar o inimigo e utilizar estratégias e táticas

de batalha. Por fim, deve haver um objetivo final que, uma vez atingido, determinará a vitória. A clareza de visão do fundador da TFP permitiu-lhe reunir estes quatro componentes numa estratégia contra-revolucionária que continua válida até nossos dias.

Viajando para Europa em busca de aliados

Estratégia para a vitória

Assim, veremos como ele buscou aliados, tentando envolver o maior número possível de pessoas na Contra-Revolução. Também como identificou e enfrentou o inimigo em uma batalha muito concreta. Não lutou contra moinhos de vento nem abraçou causas abstratas; não se distraiu nem se enterrou na luta contra a Revolução de ontem quando a Revolução de hoje invadia a cidade.

Dada a disparidade de recursos materiais, examinaremos como Dr. Plinio desenvolveu e aperfeiçoou métodos de ação para atrair amigos e incutir respeito e temor nos inimigos da Igreja. Por fim, veremos como ele convergia totalmente sua atenção para seu objetivo final, o triunfo de Nossa Senhora.

Os três primeiros pontos eram os meios para alcançar o objetivo final do triunfo da causa de Nossa Senhora, formando assim um todo. O objetivo de sua existência era esse triunfo.

Não estava interessado em fazer alianças, envolver-se em debates supérfluos ou sonhar de olhos abertos com alguma causa sem valor e romântica. Sua meta sempre foi o triunfo de Nossa Senhora e trabalhou continuamente para que isso acontecesse. Esse deve ser sempre o nosso objetivo também.

Em Roma

Buscando aliados

Desde o início de sua vida pública, Dr. Plinio buscou aliados para a Contra-Revolução. Percebeu logo a necessidade de encontrar combatentes que lutassem com ele. Esse combate era para ele uma questão de sobrevivência, não de conveniência. Não queria necessariamente liderar a Contra-Revolução. Se encontrasse alguém mais capaz para isso, ele sempre disse que se poria ato contínuo a serviço dessa pessoa. Chegou a viajar à Europa nos anos 50 para procurar alguém que pudesse assumir essa liderança. A necessidade de aliados é evidente. Em Revolução e Contra-Revolução, ele afirma que a Revolução é universal, una, total, dominante e processiva.3 Em outras palavras, quase todo-poderosa.

Na Argentina