A comemoração do trigésimo aniversário da morte do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira nos leva a refletir não apenas sobre sua vida passada, mas, acima de tudo, sobre aquilo que o torna uma força poderosa na Contra-Revolução em nossos dias.
Ao refletirmos sobre a causa desse impacto, honramos a sua memória e podemos mais claramente entrever a continuação da luta pela civilização cristã. Assim, nossa tarefa não é apenas provar que sua obra representou uma força poderosa no passado. Não é apenas discutir a eficácia como polo de pensamento do movimento por ele fundado em 1960 — a Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, da Família e da Propriedade e inspirador de todas as outras TFPs ao redor do mundo.
Autores seculares estão escrevendo sobre sua obra e confirmam seu impacto no Brasil e muito além de suas fronteiras. Outros mostram como sua fé, pensamento e ação continuam a exercer uma forte influência através dos esforços das várias TFPs atuantes nos cinco continentes.
Em vez disso, traçaremos a causa desse grande impacto, tanto no passado quanto no presente. Descobriremos o que torna esse impacto tão poderoso e convincente. Poderemos crescer em coragem para continuar sua luta pela civilização cristã, mais oportuna do que nunca.
Em busca das causas
Muitos afirmam que sua fé católica e sua extraordinária devoção a Nossa Senhora podem explicar esse
impacto. Esses fatores certamente tiveram notório papel.
Aqueles que o conheceram, especialmente os que tiveram uma relação próxima com ele, chamavam-no familiarmente de “Dr. Plinio” e se lembram dele com grande saudade. Ele tinha a extraordinária capacidade de transformar uma causa abstrata em algo pessoal e,
portanto, poderosa. Por mais importantes que sejam esses fatores, Dr. Plinio certamente escolheria outro tema como causa desse impacto. E preferiria que discutíssemos essa influência em referência à luta contínua pelo que resta da civilização cristã. Ele sempre definiu a si mesmo e à TFP nesses termos.
Assestando o foco na Contra-Revolução
Assim, ele nos pediria para discutir esse impacto no contexto da luta explicada em seu livro Revolução e Contra-Revolução. Esta obra observa a história pós-medieval como uma luta entre aqueles que defendem a Igreja Católica e a Civilização Cristã (a Contra-Revolução) e seu inimigo mortal (a Revolução). É nesse prisma que ele se sentiria mais bem explicado.1
Além disso, era assim que seus inimigos o viam: um contra-revolucionário. Eles não o viam apenas como um grande orador, escritor ou homem de cultura, embora ele possuísse essas qualidades. Raramente elogiam ou criticam esses aspectos. Os revolucionários não se sentem ameaçados por eles. No entanto, o que eles veem e atacam nele, tanto naquela época quanto hoje, é o contra-revolucionário. Eles se sentem profundamente ameaçados por essa característica do Dr. Plinio.
Assim, o nosso tema deve tratar de sua memória