Articulação Brasil Revista Catolicismo e acervo
Visão da Edição Catolicismo nº 898 | página 16
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Frey, do Partido Democrata, em contraposição a Trump, saiu com estas palavras: “Não venham falar de orações agora. Essas crianças estavam literalmente rezando...”. De acordo com o comentarista, uma das interpretações para a frase é a de que orações não têm eficácia!

Pensará o prefeito que orações deveriam salvaguardar-nos de todos os perigos e de todos os desastres? Chegou ele a considerar que aquelas orações podem, sim, ter evitado que mais crianças morressem? E quanto a Clarissa Garcia, uma das estudantes sobreviventes, que disse: “Fiquei com muito medo, ficamos rezando e rezando”3, será que seus pedidos foram em vão?

Que o prefeito esquerdista responda às perguntas diante de suas declarações carregadas de impiedade. O certo é que tais palavras refletem um desprezo infame pelos católicos e deveriam causar lágrimas de repúdio não só naquelas mães que tiveram seus filhos feridos ou mortos no ataque, mas também em qualquer pessoa de coração reto.

A declaração do prefeito sobre a suposta ineficácia das orações mal esconde uma propaganda tipicamente esquerdista. O recado disfarça, no fundo, o velho discurso antiarmas: “Parem de rezar, isso não resolve nada! Tomemos medidas concretas para acabar com as armas!” Já conhecemos essa retórica simplista contra o porte legal de armas, como se pistolas e espingardas possuíssem o poder mágico de dispararem sozinhas, sem um agente humano puxando os gatilhos.

Patente incoerência

Outra causa de pranto na sequência do morticínio encontra-se no estranho abafamento sobre a personalidade do atirador. Em artigo para a Gazeta do Povo, Rodrigo Constantino denunciou: “Duas crianças, uma de 8 anos e outra de 10 anos, morreram num atentado numa escola católica em Minneapolis, nos Estados Unidos. O atirador morreu no local e deixou seu ‘manifesto’. Era trans, antissemita, odiava Trump e católicos. O pacote completo. Mas, ao ler a ‘reportagem’ do Globo, ninguém saberia de nada disso!”4

O mesmo prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, veio defender a “comunidade trans” contra estereótipos exagerados e generalizações que já circulavam nas redes sociais. Suas palavras foram: “Qualquer um que esteja usando isso como uma oportunidade para difamar nossa comunidade trans [...] perdeu o senso comum de humanidade”5.Se o prefeito está correto, então por que em outros casos de morticínios, a mídia sai por vezes trombeteando sem mais que “supremacistas brancos de direita” são tendentes a cometer atentados congêneres?6 Isso não seria também generalização e estereotipização?

No mesmo artigo da Gazeta do Povo, o autor ainda aponta esta incongruência: “Podemos apenas imaginar como seria a repercussão se fosse o contrário: um conservador cristão atirando em pessoas trans.

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