clamando os católicos a resistirem a tal resolução, demolidora da moral e da unidade católica, cujo texto é o seguinte:
Santíssima Virgem, S. Bonifácio, S. João Batista, ajudai-nos a lutar pela Igreja e pela Fé católica!
São João Batista foi decapitado por haver increpado a conduta imoral e escandalosa de Herodes. Por isso a ele nos voltamos, no momento mesmo em que repetimos suas palavras aos pastores do rebanho católico que abrem as portas de par em par ao lobo da heresia, do cisma e da imoralidade: Non licet tibi! (Não te é lícito!).
Fazemo-lo não com espírito de revolta, mas de resistência. A mesma atitude que levou Plinio Corrêa de Oliveira, inspirador do nosso movimento, a resistir à política de concessões de setores da Igreja aos regimes comunistas. Nas palavras do famoso pensador católico, a Igreja não é, nunca foi e jamais será um calabouço para as consciências retas. Uma autoridade eclesiástica não pode obrigar os fiéis a aceitar o que é obviamente inaceitável.
Nossa resistência, portanto, não é separação, nem rebeldia, nem amargura, nem presunção. Mas ela se dá dentro dos limites da doutrina da Igreja. A essa atitude respeitosa, mas firme, somos levados pelo próprio Direito Canônico, quando prescreve: “Os fiéis, segundo a ciência, a competência e a proeminência de que desfrutam, têm o direito e mesmo, por vezes, o dever de manifestar aos sagrados Pastores a sua opinião acerca das coisas atinentes ao bem da Igreja, e de a exporem aos restantes fiéis, salva a integridade da fé e dos costumes, a reverência devida aos Pastores, e tendo em conta a utilidade comum e a dignidade das pessoas.” (Can. 212, § 3).
Resistimos, pois, e convidamos todos os verdadeiros católicos apostólicos e romanos a fazer o mesmo. Não nos deixemos levar pelo desânimo e pela insegurança diante da revolução interna que ora presenciamos na Igreja. Ela já enfrentou outros ventos e outras tempestades, e saiu ainda mais engrandecida de cada um deles. O Credo, os 10 mandamentos, toda a Bíblia e o Magistério perene da Igreja nos confirmam nesta posição.
Que São Bonifácio nos ajude a ser corajosos em meio à procela. E que a Santíssima Virgem, tão graciosa, maternal e régia, estenda sobre nós o seu manto protetor.
LIVROS
Bernardette Soubirous
Francis Trochu
“Bernadette veio ao mundo durante o rude inverno pirenaico. Louise teve, pois, de fazer a sua aprendizagem de jovem mãe ao canto do lar, onde crepitavam os gravetos apanhados nas margens do Lapaca, abundantes salgueiros”. A vida desta grande santa e mística de Lourdes é narrada nesta obra, uma de suas biografias mais completas, com uma narrativa envolvente. Trata amplamente das aparições, apoiando-se em testemunhos e documentos da época, sem deixar de narrar a vida simples de Santa Bernadette.
Filoteia – Introdução à vida devota
São Francisco de Sales
A vida devota consiste em buscar a graça de Deus e corresponder a ela. Esta obra dirige-se a todo aquele que queira identificar sua vontade à vontade de Deus, sendo-Lhe agradável em tudo e buscando todos os meios para vencer o santo combate. O Santo Doutor mostra que esse é um caminho acessível para todo estado de vida, profissão, classe ou circunstância, porque o chamado à santidade é um chamado para todos.
Audi, filia
São João de Ávila
Audi, filia – Ouve, Filha. Essas palavras abrem o Salmo 44, que inspiraram as palavras de São João de Ávila, Doutor da Igreja. A obra é composta pelas cartas que o Santo enviara a uma religiosa que pedia instruções sobre a vida cristã. Este importante clássico do pensamento religioso espanhol transmite o zelo apostólico de São João de Ávila, embrenhado de amor à Sagrada Escritura e às almas, e seu desejo de purificação dos membros da Igreja e esclarecimento dos erros doutrinais que se espalhavam naquela época.
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