globalizada de nações, o Grande Reset, e que essa espécie de República Universal seria pior do que a invasão da Ucrânia.
Aqueles que defendem esse argumento não percebem que no fundo esses globalistas também têm uma mentalidade socialista e que uma República Universal é essencialmente comunista. O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira já denunciava isso em 1959, em sua obra-mestra Revolução e Contra-Revolução.12
Não há contradição entre o objetivo de dominação mundial, nacionalista pós-comunista, cosmista e pan-eslavo de Putin e uma República Universal globalista. Em última análise, ambos querem a mesma coisa: o fim da civilização cristã ocidental e dos países independentes, que ainda possuem alguns resquícios da lei natural e dos valores cristãos.
Santíssima Mãe de Deus padroeira da Ucrânia. Dois jovens soldados a veneram antes de ir para a frente de batalha.
Conclusão
A conclusão ineludível é que a invasão da Rússia, analisada à luz da lei natural, da moral católica e dos fatos, não pode ser justificada moralmente. Portanto, todos os católicos e todas as pessoas com o menor senso de justiça devem repudiá-la totalmente.
A guerra na Ucrânia pode ser o início de um conflito mais amplo, uma guerra mundial. Em Fátima, Nossa Senhora avisou que, a menos que se convertesse, a humanidade seria punida. No entanto, vemos um crescimento surpreendente do pecado, chegando até ao satanismo público.
Qualquer que seja o desfecho da guerra de agressão russa na Ucrânia, é insensato esperar que a salvação do mundo moderno possa vir de autocratas orientais ou líderes políticos ocidentais de orientação liberal. A solução para a terrível crise moral em que se encontra a humanidade só poderá vir de uma autêntica conversão dos costumes e do retorno a uma fé e confiança ardentes em Deus.
A promessa de Nossa Senhora em Fátima deve nos encorajar: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”.