de uma doença crônica que lentamente minava sua vida. Embora suas forças diminuíssem gradativamente, mesmo quando confinada a uma cadeira de rodas ou cama, continuava com seu bordado nas mãos, aproveitando o tempo para rezar e meditar.
Nos últimos dois anos de vida, apareceu um tumor em um joelho, seguido de cárie óssea. Bernadette sofria terrivelmente, sem se lamentar. Um dia, quando uma superiora foi visitá-la, disse jocosamente: “O que você está fazendo na cama, sua pequena preguiçosa?” Bernadette respondeu simplesmente: “Estou cumprindo minha tarefa. Devo ser uma vítima.”
A quem a confortava, ela respondia com um sorriso radiante, lembrando-se dos momentos de bem-aventurança com a branca Senhora de Lourdes: “Maria é tão bela, que todos os que A veem gostariam de morrer para revê-La.”
Contam-se alguns milagres operados por Bernadette no convento. Por exemplo, o de uma mãe cuja filha sofria de uma doença incurável que a impedia de andar. Enquanto falava à mãe, a Madre Superiora confiou a menina aos braços de Bernadette, recomendando-lhe que não a pusesse no chão. Quando a Superiora foi procurá-la depois, encontrou-a chorando, com receio de ser censurada.
É que a criança se debateu de tal modo, que Bernadette, apesar da proibição, se viu obrigada a colocá-la no chão, por onde a criança andava e corria com toda alegria, como se nunca tivesse sido paralítica.
Morte e glorificação
Em seus últimos momentos, Bernadette, tendo um espasmo de dor, pressionou o crucifixo sobre o peito e bradou: “Tudo isso é bom para o Céu!” As freiras do convento então se ajoelharam ao redor de sua cama para rezar as orações pelos moribundos. E a ouviram rezar em voz baixa: “Bem-aventurada Maria, Mãe de Deus, rogai por mim, uma pobre pecadora, pobre pecadora”. E não conseguiu terminar. Era o dia 16 de abril de 1879. Assim que a notícia se difundiu por Nevers, as pessoas correram em direção ao convento exclamando: “A santa morreu! A santa morreu!”
O corpo de Bernadette foi colocado em um caixão lacrado, e em seguida enterrado perto da capela de São José, no terreno do convento. Quando foi exumado em 1908 pela comissão formada para encaminhar o exame da vida e do caráter de Bernadette, seu corpo foi encontrado intacto e sem sinais de corrupção.
Em agosto de 1913 o Papa São Pio X declarou-a Venerável, e em junho de 1925 realizou-se a cerimônia de sua beatificação. Por fim, no dia 8 de dezembro de 1933, na Basílica do Vaticano, na festa da Imaculada Conceição, em meio a um cenário apoteótico e ao som das trombetas de prata de Michelangelo, Bernadette Soubirous foi declarada santa.
Seu corpo repousa num belo relicário de cristal, na capela do convento de São Gildard, em Nevers, guardado no alto por uma estátua da Virgem Maria e pelas freiras que velam.
Revivendo o Brasil Império no bicentenário da Independência
Leopoldo Bibiano Xavier
Na edição comemorativa do Bicentenário da Independência, o bem documentado livro REVIVENDO O BRASIL-IMPÉRIO revela episódios comoventes da nossa história. Evidencia o grande mérito de personagens que nesse período conduziram a Nação com honestidade, dedicação e eficiência, garantindo nossa impressionante unidade. Leitura indispensável, neste ano jubilar, como inspiração para redirecionarmos nosso futuro.
Petrus Editora Ltda.