“Os minaretes serão as nossas baionetas, as cúpulas os nossos capacetes, as mesquitas serão os nossos quartéis, os crentes os nossos soldados”.
Recep Tayyip Erdoğan, atual presidente da Turquia, citando um poeta do país.
alcançada no 7º dia de outubro daquele ano, na mesma hora em que o Papa havia tido a revelação milagrosa. Numa época em que sequer havia telégrafo, o Pontífice dispunha de meios mais rápidos e eficazes para se informar!
“A Virgem Maria do Rosário é que nos deu a vitória”
Em memória da estupenda intervenção da Santíssima Virgem, o Papa se dirigiu em procissão à Basílica de São Pedro, onde cantou um solene Te Deum Laudamus e introduziu a invocação Auxílio dos Cristãos na Ladainha de Nossa Senhora. E para perpetuar essa prodigiosa vitória da Cristandade, foi instituída a festa de Nossa Senhora das Vitórias, que dois anos mais tarde — no Pontificado de Gregório XIII, sucessor de São Pio V — , tomou a denominação de festa de Nossa Senhora do Rosário, comemorada pela Igreja no dia 7 de outubro de cada ano.
Ainda com o mesmo objetivo de deixar gravado para sempre na História que a Vitória de Lepanto se deveu à intercessão da Senhora do Rosário, o Senado veneziano mandou pintar um quadro representando a grande batalha naval, com a seguinte inscrição: “Non virtus, non arma, non duces, sed Maria Rosarii victores nos fecit”. (Nem as tropas, nem as armas, nem os comandantes, mas a Virgem Maria do Rosário é que nos deu a vitória).
Ameaças de uma nova e grande ‘jihad’
A rememoração da extraordinária vitória das armas católicas sobre o Império Otomano no século XVI nos remete a um grande problema de nosso século, em particular no momento presente: surpreendente e fulminante reconquista do Afeganistão pelos maometanos do Talibã e de seus braços terroristas.
Essa vergonhosa derrota do Ocidente encheu os ‘jihadistas’ do mundo islâmico de ânimo para, por assim dizer, vingar a derrota sofrida há exatos 450 anos em Lepanto.
Em 1962, Gamal Abdel Nasser, presidente do Egito entre 1954 e 1970, ameaçou: “Só uma cavalgada muçulmana é que nos poderá restituir a glória de outrora. Essa glória não será reconquistada senão quando os cavaleiros de Alá tiverem pisoteado [a basílica de] São Pedro de Roma e [a catedral de] Notre-Dame de Paris”. (Nouvelles de Chrétienté, nº. 362, de 13-9-62).
Após um dos atentados do terrorismo islâmico em Paris, em 2015, Aboubakar Shekau, líder do grupo muçulmano Boko Haram, declarou “Estamos muito felizes com o que aconteceu no centro da França. Ó, franceses, vocês que seguem a religião da democracia, entre vocês e nós a inimizade é eterna”.
Um ano antes dessa patética declaração, Dom Amel Nona, Arcebispo de Mosul, terceira maior cidade do Iraque, após relatar as atrocidades praticadas pelos maometanos em sua região — abusos de meninas, incêndios de igrejas e casas, escravidão de mulheres que viram seus maridos serem degolados etc. — , afirmou: “Nossos sofrimentos de hoje são um prelúdio daqueles que também vós, europeus e cristãos ocidentais, padecereis no futuro próximo, se não reagirdes a tempo”.
Quantas derrotas, como a recente sofrida pelos Estados Unidos no Afeganistão, deverão acontecer para acordar o Ocidente e fazê-lo reagir enquanto é tempo ao iminente perigo islâmico? Quem ainda acredita que o “islamismo é uma religião de paz”? Ou vamos repetir o que disse o capitulacionista Manuel Valls, o socialista ex-primeiro-ministro francês, no dia seguinte ao terrível atentado terrorista islâmico em Nice (15-7-16), que atropelou centenas de pessoas e matou quase 100: “Entramos em uma nova era. E a França terá que conviver com o terrorismo”.
Deus nos livre da realização do sonho otomano
O mundo ocidental encontra-se numa apocalíptica encruzilhada e poderá sofrer uma invasão islâmica, como já alertava o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, conforme reproduzido em algumas edições de Catolicismo. Enquanto alguns chefes de Estado europeus abrem indiscriminadamente suas fronteiras para a entrada de “imigrantes” maometanos, estes vão se estabelecendo, sendo aliciados e preparados nas mesquitas para perpetrarem atentados terroristas visando colocar a Europa de joelhos e “islamizá-la”.
“Os minaretes serão as nossas baionetas, as cúpulas os nossos capacetes, as mesquitas serão os nossos quartéis, os crentes os nossos soldados”. Repetiu o atual presidente da Turquia Recep Tayyip Erdoğan, citando palavras de um poeta do país. O que nos remete às imensas e numerosas mesquitas da religião islâmica que estão sendo construídas na Europa, além das numerosas já existentes. Para dar apenas um exemplo: em Estrasburgo (França) está sendo construída a mesquita do sultão Eyyub. Ela será a maior da Europa, podendo abrigar em seu interior 3.000 crentes — o que, no dizer do presidente turco, significa “soldados”, assim como mesquita significa “quartel”. Esses crentes e esses quartéis já estão espalhados por toda a Europa; outros “crentes” estão chegando para ocupar os novos, imensos e numerosos “quartéis” que estão sendo construídos.
Nessas mesquitas, os líderes religiosos sempre alentam e incentivam seus seguidores crentes com o sonho otomano da aniquilação da Cristandade europeia, por meio de uma espécie de gigantesca contra-cruzada a fim de destruir a Cruz Cristo e implantar o Crescente de Maomé no mundo ocidental!
O que não falta são ameaças de uma nova e grande jihad (“guerra santa” na concepção islâmica). Por isso, mais do que nunca, precisamos suplicar à Santíssima Virgem do Rosário aquilo que o Papa São Pio V pediu e obteve na batalha de Lepanto: a vitória da civilização cristã sobre o mundo maometano.