Teologia da Libertação
Um salva-vidas de chumbo para os pobres
Rodrigo da Costa Dias
No dia 18 de agosto último, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira promoveu no Club Homs, situado na Avenida Paulista, conferência sobre o tema: “A teologia da libertação morreu?”. O orador foi o Prof. Julio Loredo de Ízcue, presidente da TFP italiana e autor do livro Teologia da Libertação — Um Salva-vidas de chumbo para os pobres, cujo lançamento no Brasil ocorreu por ocasião dessa conferência.
Com o auditório superlotado, o presidente do Instituto, Dr. Adolpho Lindenberg, abriu a sessão manifestando seu contentamento por assistir ao lançamento dessa obra, que foi uma das últimas iniciativas do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, pois ele havia sugerido ao autor a redação do livro. Tratava-se de mostrar a “Teologia da Libertação” enquanto importante plano da revolução em ambientes eclesiásticos.
Após lembrar o relevante papel do Prof. Plinio — não apenas em sugerir a elaboração do trabalho, mas também em explicitar os primeiros lineamentos do mesmo — , Loredo analisou a gênese da “Teologia da Libertação”. Lembrou que a Igreja Católica foi tradicionalmente o grande baluarte na luta contra o comunismo. Mas este acabou se infiltrando em ambientes católicos, transformando-os em adeptos de um socialismo dito “cristão”.
Fruto de ideias disseminadas em ambientes da Igreja Católica, infiltrados a partir dos anos 30, a “Teologia da Libertação” foi fundada pelo sacerdote peruano Gustavo Gutiérrez após o Concílio Vaticano II e a Conferência de Medellín (1968), contando posteriormente no Brasil com a adesão do ex-frade Leonardo Boff e de Frei Betto, além de outros adeptos do progressismo católico e das “Comunidades Eclesiais de Base”. Atuais próceres da esquerda no Brasil e na América Latina sofreram decisiva influência desses movimentos.
O conferencista denunciou que a “Teologia da Libertação” não é defensora dos pobres, mas se utiliza deles para promover a revolução marxista, como, por exemplo, a Reforma Agrária socialista e confiscatória. Com isso os pobres acabam sendo os mais prejudicados. Donde o título do livro apontando a “Teologia da Libertação” como “salva-vidas de chumbo” para os mais necessitados.
As palavras finais foram pronunciadas pelo Príncipe D. Bertrand de Orleans e Bragança, mostrando que, apesar da grave situação atual, despontam sinais da proteção de Nossa Senhora no Brasil e no mundo.
Os leitores que desejarem assistir à íntegra dessa importante conferência poderão fazê-lo acessando o vídeo no seguinte endereço na internet: http://ipco.org.br/ipco/video-da-conferencia-a-teologia-da-libertacao-morreu/