Articulação Brasil Revista Catolicismo e acervo
Visão da Edição Catolicismo nº 787 | página 42-43
| AÇÃO CONTRA-REVOLUCIONÁRIA | (continuação)

Os católicos e os monarquistas se dividiram em dois grupos, os ‘coligados’ e os ‘refratários’, repetindo uma situação análoga à da época da Revolução Francesa com a Constituição civil do clero, na qual havia sacerdotes ‘juramentados’ e ‘refratários’”.

Para o Prof. de Mattei, “apesar do engajamento de Leão XIII e do Cardeal Rampolla, seu Secretário de Estado, o Ralliement com a Terceira República fracassou, não chegando a realizar os objetivos a que se propunha nem no plano pastoral — a cessação do anticlericalismo na França — , nem no plano político – a recuperação dos Estados Pontificios”.

“Mas as consequências desastrosas do Ralliement aparecem em toda a sua evidência, sobretudo na França, logo após a morte de Leão XIII, ocorrida em 20 de julho de 1903. Em outubro desse mesmo ano, mais de 10 mil escolas mantidas por congregações religiosas foram fechadas. Na Sexta-feira Santa de 1904, todos os crucifixos foram retirados das escolas e dos tribunais, e no dia 7 de julho do mesmo ano a República francesa, após ter expulsado as congregações de ensino católicas, as excluiu de todo o ensino público, até mesmo aquelas que estavam autorizadas legalmente para isso. No dia 29 de julho de 1904, as relações diplomáticas entre a França e a Santa Sé foram rompidas.

“Tendo chegado o momento previsto de aplicar a lei de 11 de dezembro de 1905 sobre a separação entre a Igreja e o Estado, várias medidas anticlericais sob o governo de Clemenceau foram brutalmente aprovadas em dezembro de 1906. A Igreja na França perdeu um patrimônio de 450 milhões de francos, ou seja, um montante superior dez vezes ao orçamento anual do culto.”

Pouco antes de encerrar, o Prof. de Mattei emitiu sua apreciação de historiador: “Nós podemos hoje afirmar que há um percurso desastroso de Leão XIII até os nossos dias, um percurso no qual se renuncia à tese da civilização cristã. E a hipótese da aceitação da modernidade torna-se o modelo irreversível. Entre doutrina e pastoral, entre teoria e prática deve haver uma íntima coerência. Esta coerência faz falta no projeto pastoral de Leão XIII.”

Aplicando ao que atualmente se passa na Igreja, Roberto de Mattei deplora que “hoje se nos propõe uma mudança pastoral que conduz necessariamente a uma mudança doutrinária. O Bispo de Oran (Argélia), D. Jean-Paul Vesco, afirmou em uma entrevista concedida ao hebdomadário La Vie em 11 de abril de 2016, que na Exortação Apostólica Amoris Laetitia do Papa Francisco ‘nada muda na doutrina da Igreja e, entretanto, tudo muda em relação ao mundo moderno’. É bem o projeto pastoral do Ralliement aplicado à época atual”.


Instituto Plinio Corrêa de Oliveira promove palestras sobre o Impeachment

Rodrigo da Costa Dias

O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira promoveu no dia 19 de maio no Clube Homs (São Paulo), duas conferências sobre o tema Brasil pós-impeachment. Tratou-se das chamadas “pedaladas fiscais” da presidente Dilma Rousseff e do processo de impeachment. Os expositores foram o Dr. Leonel Munhoz Coimbra, auditor do Tribunal de Contas da União (TCU), e o deputado federal Paulo Eduardo Martins (foto à direita).

Após saudar os presentes, o Dr. Leonel Coimbra externou sua admiração pelo Instituto, agradecendo pelo trabalho que realiza

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