Articulação Brasil Revista Catolicismo e acervo
Visão da Edição Catolicismo nº 492 | página 24-25
| POLÍCIA MILITAR DE SÃO PAULO |

Dois de Ouro

1° Centenário do 2º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano "2 de Ouro"

Não foi necessário que o 2º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano de São Paulo completasse cem anos para que muitos soubessem que, entre as corporações que zelam pela nossa segurança, está uma que já fez história.

Ombro a ombro com o Exército, enfrentou diversas revoluções. Fustigou a 'Coluna Prestes"(1). Cumpriu com êxito missões bélicas no Paraná, Rio de Janeiro e Mato Grosso. Depois de seu estupendo desempenho na repressão à Revolução de 1924 – batalhas da Rocinha, Formigas e Catanduva – mereceu a designação de "Dois de Ouro", tendo desfilado sob um arco de triunfo especial na Av. Tiradentes. E teve um papel decisivo na Revolução de 32(2).

Um cético poderia dizer que isto não acrescenta nem tira nada à eficiência de seus componentes no policiamento. É falso. Se o crime tivesse história e suas escolas não fossem clandestinas, certamente temeríamos mais os bandidos que tivessem aprendido suas "artes" em "cursos" famosos, do que os com "currículo" comum. Por que isso não há de valer, em sentido contrário, para seus destemidos adversários, os policiais militares?

Notas: 1) Marcha empreendida durante quase 3 anos pelo interior do Brasil, sob o comando do capitão Luiz Carlos Prestes, de onde toma o seu nome, a qual tentou derrubar o governo do Presidente Epitácio da Silva Pessoa. 2) Movimento armado que eclodiu em São Paulo contra o governo Getúlio Vargas, o qual visava a volta do País a um regime constitucional.
| CORRESPONDÊNCIA |

Escrevem os Leitores


TV Protesto

Tenho lido com viva atenção os últimos números de Catolicismo, e observo com agrado especial que o tema da imoralidade e violência na TV tem sido largamente abordado. É ótimo que uma revista católica do porte desta tome a dianteira nessa luta, pois, até agora, víamos perplexos a omissão quase completa do clero e das demais revistas católicas. Parabéns. (Luiz Martins Fernandez, Santo André - SP).

Caderno Especial

Leitor do Catolicismo há muitos anos, vejo com satisfação o aprimoramento que a revista tem tido.

A introdução do "Caderno Especial" tem ajudado muito a reviver princípios e devoções católicas de há muito abandonadas pelo progressismo. Exemplo é o artigo do último número da revista sobre a batalha de Lepanto e o Rosário. Como uma devoção tão importante, mas ao mesmo tempo tão simples de ser praticada, pode influenciar os rumos da História! (Francisco Carlos do Nascimento, Cubatão - SP).

Felicíssimo

Recebi, atrasadinho, o segundo número de minha assinatura de Catolicismo. Devorei-o. Pensei que coisas dessas já não existissem mais. Estou felicíssimo com a assinatura, pois há tempos procurava algo que tivesse a coragem de dizer a verdade. Olha, a TFP subiu no meu conceito (Waldomiro Gualberto da Silva, São Paulo-SP).

Sapos, serpentes e jacarés

"O homem, eis o inimigo". Com este expressivo título um artigo de sua revista retratou bastante bem a tendência de certos ecologistas de discriminarem o homem e privilegiarem os animais. Para eles, o homem é o grande vilão da Criação.

Mas essa discriminação vai ainda mais longe. Entre os próprios animais há alguns que estão "out" e outros que estão "in". Tenho reparado que as pombas, por exemplo, que Raimundo Corrêa imortalizou no famoso soneto, estão "out", porque foram descobrir (só agora!) que elas sujam. As águias são chamadas de assassinas porque têm comido renas no norte da Noruega. Mas o prestígio das serpentes e dos sapos continua em ascensão, para não falar dos bem-amados e intocáveis jacarés. Essa falta de coerência mostra que há algo mais do que amor à natureza na cabeça de muitos ecologistas (Fábio Cardoso, Rio de Janeiro - RJ).


| VERDADES ESQUECIDAS |

Deveres do operário para com o patrão

Leão XIII

"O operário deve fornecer integralmente e fielmente todo o trabalho a que se comprometeu por contrato livre e conforme à equidade; não deve lesar o seu patrão, nem nos seus bens, nem na sua pessoa; as reivindicações devem ser isentas de violências, e nunca revestirem a forma de sedições; deve fugir dos homens perversos que, nos seus discursos artificiosos .... lhe fazem grandes promessas".

(Encíclica Rerum Novarum, Vozes, Petrópolis, 1945).


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